sexta-feira, 24 de abril de 2009

O RASTO DO POEMA

Manhã, de Camille Pissarro

Viera com a madrugada o rasto do poema
o sentido das luzes a apagarem-se dos candeeiros
a grande mancha da cidade a aparecer visível
e a minha grande alegria ao sentir-me vivo.
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José Manuel Capêlo, Fala do Homem Sozinho, Editora Danúbio, 1983

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