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(re)encontro inevitável
um encontro com a poesia
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Sempre amaste as luzes e os olhares
Vénus, de Jean Auguste Dominique Ingres
Sempre amaste as luzes e os olhares
e passeaste a tua fronte por entre as mãos
que primeiro te chegavam e te pediam.
E rias. Rias com o prazer de quem se tem... e tem!
José Manuel Capêlo, A Noite das Lendas, Aríon, 2000
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De murmúrio fiz as esquinas próximas onde ninguém ...
Oh! como é triste não termos a alma que gostariamo...
É de noite que me visto. E dispo. E consumo.
a voz que se levanta
palavra inicial V
palavra inicial IV
palavra inicial III
palavra inicial II
Saber o que está tão perto
Rebentem as noites de chuva e aqui estarei
Quanto tempo demorou o meu tempo em-ti?
Longe estavas, como longe estás
palavra inicial I
A imagem que o sono adormeceu
Se o meu silêncio fosse a traição de-mim
Seguraram-me as mãos
Inventemos o encoberto em-nós na luz que se apaga
o inverno inverso das estradas
Tocata e fuga
Há que reconstruir os gestos dos que se ausentam
Nunca chego a casa. A minha imensa manhã acaba no ...
Certo, até ao momento de chegarmos
Os teus olhos vieram com as sombras da tarde
Oh! amada oh! minha Ilha-Verde da paixão
Sempre amaste as luzes e os olhares
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